A fenda linguística que sofremos, com a perda constante de espaços de uso e de novos falantes, é consequência direta da nossa falta de soberania. O galego leva décadas resistindo num marco estatal que o condena à subordinaçom permanente. O autonomismo demonstrou ser um instrumento de castelhanizaçom desde os seus inícios, o que supujo ter hoje o pior dado sobre uso e conhecimento do galego de toda a história. O Estado espanhol possui o seu próprio projeto nacional, desenhado para impor e privilegiar o castelhano através de todo o seu aparelho jurídico e institucional.
A independência apresenta-se, portanto, como a única ferramenta material e objetiva capaz de assegurar um galego vivo. Umha República Galega soberana teria a capacidade exclusiva e necessária para legislar sem interferências nem vetos. Soberania significa ter o controlo total sobre o nosso tecido socioeconómico, as relaçons laborais, o sistema judicial, a educaçom e os meios de comunicaçom. Só a construçom de um Estado próprio pode garantir que o galego seja o eixo vertebrador da sociedade, um idioma com prestígio, com plena utilidade prática e imprescindível para o desenvolvimento da vida pública.
A questom nacional e a questom linguística estám exatamente na mesma frente de luita. Nom existe a possibilidade de salvar o nosso idioma mantendo a nossa dependência política a respeito da Espanha. Nom há espaço para vias intermédias quando o que está em jogo é a desapariçom de um elemento central da nossa identidade coletiva. A única garantia de futuro e a única estratégia realista para deter a substituiçom linguística é a emancipaçom política do nosso país.



